Vou passar a escrever e deixar meus relatos em rascunhos para que posso revisá-los e corrigir minha ortografia e problemas de sintaxe. Não vou corrigir a ideia, aquilo que senti no momento é aquilo e ponto. Mudar a forma como se sente não muda a verdade já sentida.
Comprei uma calça em um ótimo preço e não sei usá-la. Estou em um dia de feia, com o cabelo da forma que atualmente odeio e o rosto no formato das minhas bolachas recheadas favoritas: redondo com um sorrisinho. Amo a calça e sinto que não sirvo para ela. Quero amá-la e usá-la. Quero viver a verdade do amor. Minha vontade é adorar e não me envergonhar daquilo que sinto. Quero sentir a confiança de usar aquilo que será julgado, mas não me importa porque será meu amado.
Como posso sentir tanta vergonha daquilo que sou?
Torno-me introspectiva e refém da minha própria personalidade. Faço uma nova e esqueço da alma que grita por verdade. Troco as palavras e me torno uma garota nova e aceitável que não sabe quem é. Já não sei se me lembro de quem sou. A garota nova de alguma forma sempre foi eu? Ou foi aquilo que construí para sentir segurança no que os outros são?
Quero vivê-la. Quero viver a garota perdida em minha insegurança e deixada de lado pela minha vaidade e pelo meu medo. Quero conhecê-la. Vou entender seus gostos favoritos, suas crenças e o que a faz feliz. Quero vesti-la e amá-la. Quero ser eu e quem nunca devia ter deixado de ser.
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