sábado, 28 de junho de 2025

redes sociais e um breve desabafo:

Quero dizer ao meu eu futuro para não ficar assustada ao ver três posts em um mesmo dia. Na verdade, vou parar de chamar o que posto de "posts", vou chamá-los de relatos, pois sinto que estou escrevendo os relatos de uma pessoa em formação. Não é um diário, é um relato vivo e transcrito daquilo que sinto e desejo escrever sobre. Mas é claro que não estou escrevendo por livre e espontânea vontade, estou aqui por conta do tédio (e também porque meu pai me expulsou da TV onde eu estava jogando). O tédio é um luxo, e como uma pessoa que tem uma família longe das classes mais baixas no sentido financeiro, fico entediada facilmente. Não direi que não é porque não tenho nada o que fazer, aliás até tenho, mas não estou com vontade de fazer. Gostaria de tornar o meu tédio produtivo ao invés de ficar no celular. 

Dedico este parágrafo que aqui escrevo ao meu objeto mais valioso: meu celular. Tenho desde dos meus 12 anos e, como qualquer outra pessoa, não consigo viver sem, mas preciso mudar alguns vícios que carrego. Não vou parar de usar o aparelho, mas preciso aprender a fazer um uso saudável. As redes sociais me fazem procrastinar diariamente, e essa não é a pior parte, o que é pior são os surtos diários que tenho por conta dos aplicativos. É incrível poder compartilhar sua vida e ver a das outras pessoas, mas é horrível ser consumida pela comparação e até pela inveja daquilo que você não aparenta ser. As redes são uma aparência e eu gosto de viver a minha verdade. Por mais que entenda que a vida não é aquilo que mostram, fico tentada a me comparar constantemente. Por que fazemos isso? O que nos faz querer viver a vida daqueles que conhecemos por takes e não a nossa que vivemos por um todo? Falemos a verdade: gostamos de viver frações da vida e não ela por um inteiro. Como dizem "a grama do vizinho sempre vai parecer mais verde que a sua". 

Precisei de algumas horas para voltar a escrever, não consigo digitar sentenças bonitas quando não há inspiração, apenas raiva. Não quero usar esse canal como uma fonte de desabafo, um relato não é isso, digo aqui que estou escrevendo apenas para fluir o que já senti e sinto. Um desabafo em uma escrita que contém raiva é muitas vezes um vômito de palavras que não possuem um lírico bonito. Para quem gosta de escrever, há de ter beleza naquilo que se lê.

A minha inspiração para esse relato seria forma como quero ser saudável. Ainda não atingi o querer o físico perfeito, no momento quero cuidar da minha mente. Parei de usar o Instagram há quase uma semana (ainda preciso usar o app no serviço...) e percebo algumas diferenças na minha vida, não consegui me desconectar totalmente, ainda tenho Tiktok e Twitter, mas já um começo. É interessante viver sem saber a vida dos outros, é bom viver de forma individual e (quase) sem comparações. Sinto um breve impacto na minha vida e uma paz até que interessante. Enquanto não descubro como fazer um uso saudável da rede, vou continuar passando vontade de postar algumas coisas, nem toda postagem é sinal de algo ruim.

Não gosto de pessoas que postam muito sobre suas vidas. Gosto de viver o individual e (às vezes) até o mistério. Qual é o sentido de querer que todos presenciem todos os seus momentos bons? Para mostrar que você vive o impossível perfeito? Nem sempre entendo o porque da existência das redes, mas pararei de escrever este parágrafo por aqui, sinto a bile voltando à minha garganta enquanto leio essas palavras, prometi que não ia me autocobrar, mas aqui basta, estou sem inspirações. 

PS: Descobri que sou péssima em títulos! 

Obrigada,
LTS

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