Dedico este parágrafo que aqui escrevo ao meu objeto mais valioso: meu celular. Tenho desde dos meus 12 anos e, como qualquer outra pessoa, não consigo viver sem, mas preciso mudar alguns vícios que carrego. Não vou parar de usar o aparelho, mas preciso aprender a fazer um uso saudável. As redes sociais me fazem procrastinar diariamente, e essa não é a pior parte, o que é pior são os surtos diários que tenho por conta dos aplicativos. É incrível poder compartilhar sua vida e ver a das outras pessoas, mas é horrível ser consumida pela comparação e até pela inveja daquilo que você não aparenta ser. As redes são uma aparência e eu gosto de viver a minha verdade. Por mais que entenda que a vida não é aquilo que mostram, fico tentada a me comparar constantemente. Por que fazemos isso? O que nos faz querer viver a vida daqueles que conhecemos por takes e não a nossa que vivemos por um todo? Falemos a verdade: gostamos de viver frações da vida e não ela por um inteiro. Como dizem "a grama do vizinho sempre vai parecer mais verde que a sua".
Precisei de algumas horas para voltar a escrever, não consigo digitar sentenças bonitas quando não há inspiração, apenas raiva. Não quero usar esse canal como uma fonte de desabafo, um relato não é isso, digo aqui que estou escrevendo apenas para fluir o que já senti e sinto. Um desabafo em uma escrita que contém raiva é muitas vezes um vômito de palavras que não possuem um lírico bonito. Para quem gosta de escrever, há de ter beleza naquilo que se lê.
A minha inspiração para esse relato seria forma como quero ser saudável. Ainda não atingi o querer o físico perfeito, no momento quero cuidar da minha mente. Parei de usar o Instagram há quase uma semana (ainda preciso usar o app no serviço...) e percebo algumas diferenças na minha vida, não consegui me desconectar totalmente, ainda tenho Tiktok e Twitter, mas já um começo. É interessante viver sem saber a vida dos outros, é bom viver de forma individual e (quase) sem comparações. Sinto um breve impacto na minha vida e uma paz até que interessante. Enquanto não descubro como fazer um uso saudável da rede, vou continuar passando vontade de postar algumas coisas, nem toda postagem é sinal de algo ruim.
Não gosto de pessoas que postam muito sobre suas vidas. Gosto de viver o individual e (às vezes) até o mistério. Qual é o sentido de querer que todos presenciem todos os seus momentos bons? Para mostrar que você vive o impossível perfeito? Nem sempre entendo o porque da existência das redes, mas pararei de escrever este parágrafo por aqui, sinto a bile voltando à minha garganta enquanto leio essas palavras, prometi que não ia me autocobrar, mas aqui basta, estou sem inspirações.
PS: Descobri que sou péssima em títulos!
Obrigada,
LTS
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