Quero ser livre. Quero me desprender da forma. Quero desmantelar e recriar a forma em que vivo. Não quero viver pelo corpo perfeito, quero viver pela verdade que me consome por não ser vivida.
Se faz mal? Patife. Se esta palavra não existir, agora passará. Patife viver tentando caber aonde não pode ser assado. Patife tirar os próprios pedaços para alimentar o buraco que você mesmo causa. Ele não é alimentado pela triste mentira disfarçada de realidade. Alimenta-se da verdade que se há medo de ser vivida.
Se tenho medo de engordar e não caber mais na forma pré estabelecida então significa que sou a forma? Sou o molde todos? Quero fazer meu próprio molde. Quero criá-lo e decorá-lo e vivê-lo.
Vivê-lo. Viver. É isto que quero. Quero encher meu corpo de vida que só posso viver pela verdade. A verdade é o oposto do seu significado pois vive escondida na mentira que achamos pertencer.
Quero a vida das roupas bonitas e confortáveis. Quero viver alheia do julgamento. Se não posso controlá-lo, quero ignorá-lo. Quero viver a gordura que os amedrontam.
Escrevo a verdade, mas não a vivo. Quero vivê-la, mas não consigo.
Quem sou se não a verdade? Vivo a trapaça da mente que foge da alma? A alma um dia será revelada, caso for, será vivida?
Deixe-me viver. Deixe-me ser.
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