sábado, 19 de julho de 2025

procurando a verdade

 Vou passar a escrever e deixar meus relatos em rascunhos para que posso revisá-los e corrigir minha ortografia e problemas de sintaxe. Não vou corrigir a ideia, aquilo que senti no momento é aquilo e ponto. Mudar a forma como se sente não muda a verdade já sentida. 

Comprei uma calça em um ótimo preço e não sei usá-la. Estou em um dia de feia, com o cabelo da forma que atualmente odeio e o rosto no formato das minhas bolachas recheadas favoritas: redondo com um sorrisinho. Amo a calça e sinto que não sirvo para ela. Quero amá-la e usá-la. Quero viver a verdade do amor. Minha vontade é adorar e não me envergonhar daquilo que sinto. Quero sentir a confiança de usar aquilo que será julgado, mas não me importa porque será meu amado. 

Como posso sentir tanta vergonha daquilo que sou? 

Torno-me introspectiva e refém da minha própria personalidade. Faço uma nova e esqueço da alma que grita por verdade. Troco as palavras e me torno uma garota nova e aceitável que não sabe quem é. Já não sei se me lembro de quem sou. A garota nova de alguma forma sempre foi eu? Ou foi aquilo que construí para sentir segurança no que os outros são? 

Quero vivê-la. Quero viver a garota perdida em minha insegurança e deixada de lado pela minha vaidade e pelo meu medo. Quero conhecê-la. Vou entender seus gostos favoritos, suas crenças e o que a faz feliz. Quero vesti-la e amá-la. Quero ser eu e quem nunca devia ter deixado de ser.


 

sexta-feira, 11 de julho de 2025

intensidade vivida em solidão

 Volto a escrever após dias calada em minha própria espiral existencial. Não havia inspiração para encontrar as palavras que denotassem o sentido daquilo que vivia. Não procuro escrever textos prazerosamente estéticos e de ótima leitura, a beleza das palavras que me encontram, não o contrário.

Não escrevo apenas para expectorar a raiva que há dentro de mim. Escrevo pela beleza daquilo que pode se ler. 

Hoje e amanhã estarei de cama devido ao meu atestado. Não vou relatar o que de fato sinto, talvez deixe um rascunho e publique-o quando não estiver mais trabalhando. 

Disseram-me que gosto de me isolar e gosto mesmo. Nada é mais prazeroso do que o próprio espaço para ser o seu ser. Não minto quem sou para as pessoas, mas a solidão me transforma em alguém diferente. Não há sensação mais prazerosa do que a de mergulhar no profundo da alma enquanto se respira o externo. A solidão me ajuda a combater a imensidão de pensamentos e modus operando que vivo ao redor dos outros. Não há régua para se medir o cansaço que é se podar de quem você é. 

Não tenho relatos tristes para hoje, apenas a profunda autocobrança que aflige tudo que vivo. Talvez seja procrastinação ou talvez esteja doente. Gostaria de mudar quase tudo em mim. A dificuldade de iniciar o novo é extrema e me anseia, do pior modo, todos os dias. 

Talvez, caro leitor, você me ache demasiadamente dramática, mas é assim que sou: intensa. Gosto da intensidade dos sentimentos que não demonstro nem ao meu eu mais íntimo. Gosto de sentir aquilo que me tira o ar e me faz querer gritar. Aprecio a imensidão daquilo que podemos chegar através do sentimento, como podemos ser intensos em uma simples frase. Quero viver a liberdade da intensidade, não quero me podar. Leio e escuto artistas que vivem esta vida. Essa que tenho medo de viver por ter medo de ser e quem sou. 

Aqui assumo: não sou sábia e experiente o suficiente para colocar em palavras e construir sentenças daquilo que sinto por meus artistas favoritos. Quero viver a imensidão e intensidade daqueles que conseguem colocar através da arte aquilo que são. 


quinta-feira, 10 de julho de 2025

sobre você

 Escrevo aqui com uma turbulência de pensamentos que me tiraram a paz. Estou com alergia da vida e me tornando negacionista pela minha própria felicidade. Como posso sempre alcançar paz naquilo que não me traz alegria? Quando deixei meus ideais serem alimentados por migalhas? 

Hoje conversei com você. Após dois meses eu tentei voltar, me arrependi e dei meia volta. Mas hoje, você voltou e me deixei ser persuadida, da forma mais grotesca. Como pude esperar amor do que se manteve apenas com sexo? O romance que confundi com amor em troca do carnal. 

Você não é totalmente errado, tenho meus defeitos. A diferença é que erro e tento melhorar, já você mergulha em uma espiral e torce por um final digno à sua alma (que não será o melhor, cai entre nós)


faço-me dos seres

 Agora faço o eco em minha mente, as palavras não foram embora, mas a fonte para suas inspirações sim. Comunico-me profundamente através da ...