sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

vivo o nublado

 Agora me faço nova e o velho já não me convém. Quem diria, caro leitor, que vivo uma nova vida que é o presente e não o futuro. Não minto, tenho a felicidade em minhas mãos, mas ainda não sei como segurá-la. Vivo como um dia cinza e nublado em São Paulo, que embora pareça ser difícil, não há lágrimas para chover. 

Sinto-me irrefletida com tamanhos sentimentos que percorrem meu corpo. Por mais estes serem muitos não os sinto, apenas a tamanha antipatia e a falta de carisma em viver.

A felicidade está em minha áurea e me circula com novas conquistas, me sinto ávida por tê-la. 

Escreverei sobre minhas recentes leituras, minha grande aliada no quesito de sentir felicidade em romance. Vivo-os na imaginação agora que penso que o Ser superior os tirou de mim. Ler, caro leitor, muda minha forma de escrever, como antes escrevia tal qual Lispector hoje me faço Bronte (sem a caligrafia correta, pois não há nos teclados brasileiros). 

Ah, como gosto da leitura! A indescritível mudança de cenários e mundos que causa em minha mente. Nada melhor que um romance clássico sem expectativas de um final feliz. Enquanto leio penso até em meu livro! Nunca fui uma grande galanteadora e tampouco galanteada de tal forma, mas já vivi o suficiente para imaginá-lo. 

Caso esteja se perguntando caro leitor, sim já amei. Mas isso pouca importa agora, escreverei a ideia para meu livro: romance entre amigos

Nenhum comentário:

Postar um comentário

faço-me dos seres

 Agora faço o eco em minha mente, as palavras não foram embora, mas a fonte para suas inspirações sim. Comunico-me profundamente através da ...